Fizemos neste ultimo fim de semana uma pedalada desafio, com os amigos Henrique Luiz (pai) Luiz Henrique (filho), Elmo Andrade, Max Gadelha e Harry Beute (Holandês), saimos de São José de Campestre, em direção da barragem do Açude de Gargalheira, passando pelo single track de Monte das Gameleiras, em direção a Japi, Cuité, Frei Martinho, pelo single track do Passo dos Apertados e pelo single track (adutora) da Fazenda Acauã ao Gargalheiras.
A trilha foi realmente um grande desafio, puxada pelo ritmo forte do Harry, no 1º dia foram 88 km com muitas subidas e descidas de serras, e ao chegarmos em Japi as 14:00 horas, a cozinheira do único restaurante se recusou a fazer o nosso almoço, houve grande discussão entre o dono do restaurante e a cozinheira que finalmente resolveu fazer o almoço para uma turma de exaustos bikers.
Após o almoço iniciamos a pedalada em direção a Cuité, após uma hora de pedal, ficamos esperando pelo Elmo por mais de meia hora em uma casinha no meio na beira da estrada e nada do Elmo aparecer. A discussão então era que Elmo estava num grande prego, e como fazer para resgatá-lo. A idéia era arranjar um carro ou Moto, e na casa tinha um novíssimo Santana, mas o dono estava com o fêmur quebrado e a pessoa que dirige o carro estava fora. Estão eu decidi que iríamos voltar de bicicleta para resgatar o Elmo, fomos eu e o valente Harry. Encontramos o Elmo num povoado, a 5 km de onde nos estávamos, com dois pneus furados, sem bomba e com o tubo de cola seca. Sorte que ele conseguiu de um nativo uma bomba e um tubo de cola. Concluímos o concerto e retornamos a pedalada. A partir deste ponto o Elmo já não conseguia acompanhar o ritmo da equipe, apresentando câimbras e resolveu abortar a trilha e se dirigiu para Santa Cruz para ser resgatado por Gaby (sua esposa). A trilha finalizou com a escalada da serra do Soldado para chegarmos em Cuité, com 670 m de altitude, onde tive muitas câimbras e tive que empurrar um pequeno trecho, andando com passos bem largos para alongar a musculatura, o que teve bons resultados e retornei a pedalada para concluir a subida da serra do Soldado, me encontrei com o Harry que me esperava já a 5 minutos na entrada da Cidade de Cuité.
Neste 1º dia gastei 3900 calorias e o batimento cardíaco médio (somando pedalada com as paradas) foi de 76% FCM (134 bpm) foram 9 horas de pedal (Contando também os tempos de parada), tentamos controlar o ritmo entre 80% e 85% da FCM e chegamos em Cuité as 17:00 horas. Dormimos na Pousada Brisa da Serra em Cuité e as 7:00 hr da manhã seguinte iniciamos a 2ª etapa da trilha, por um trecho desconhecido e muito desgastante.
O single track para os Apertados foi muito difícil, com grande dificuldade de navegação, mesmo com o GPS, tivemos que empurrar a bike pelo leito de um rio seco, até reencontrar o single track mapeado no GPS.
Este single track foi um dos mais desgastantes que já fizemos, tivemos que escalar uma serra imensa com muitas pedras empurrando as bikes. Um dos maiores problemas que enfrentamos foi furos de pneus, pois quando se está exausto é extremamente desmotivante a parada para reparar os furos de pneus, daí a necessidade de se utilizar pneus tubeless com liquido antifuros. Depois de superarmos a trilha dos Apertados, seguíamos para o Gargalheiras e já com pouca água chegamos no Oasis de fazenda Acauã, onde o proprietário (Sr. Jarbas) nos mostrou como o sertanejo é acolhedor e descansamos e conversamos bastante. O Henrique (Pai) estava desanimado e propôs o resgate de carro, mas o Luis Henrique (filho) falou que iria até o fim da trilha pedalando. Após nos reabastecer com bastante água, enfrentamos o ultimo trecho (12 km) de single track, sendo bastante difícil o seu final, devido a uma pequena escalada de serra bastante íngreme empurrando a bike (seguindo a adutora) mas no seu topo tinha uma tanque de água da adutora, onde nos refrescamos
com um banho restaurador com esta água fria.
Agora só restava a descida, também empurrando a bike devido a sua inclinação elevada e com muitas pedras. Finalmente pegamos o estradão que liga a Prainha a Vila do Gargalheiras e concluímos a pedalada as 18:00 horas, e fomos recebidos como heróis na casa da minha mãe (Dona Terezinha) na Vila do Gargalheiras.
Neste 2º dia gastei 3000 calorias e o batimento cardíaco médio (somando pedalada com as paradas) foi de 70% da FCM (123 bpm), e tentamos manter um ritmo mais suave de pedalada, com 75% a 80% da FCM, mas foi a etapa mais desgastante dos dois dias pois foram praticamente 11 horas de pedal (contando também os tempos de paradas).
O desempenho das bicicletas foi o esperado, as Full (Cannondale Scalpel e a Scott Spark ) com amortecedores inteligentes foram soberanas nas subidas e descidas técnicas (com erosão), apresentando excelente tração e estabilidade nas subidas e nas descidas, e principalmente o conforto na pedalada, o que permitiu aos seus bikers manterem um ritmo forte nestes obstáculos.
Um grande abraço a todos.
Max Gadelha
Petrobikers
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