terça-feira, 10 de novembro de 2009

Relato da pedalada: Sitio Novo / Serra da Tapuia / Sítio Novo





31 de outubro de 2009

Ao fazermos o nosso planejamento da pedalada para a Serra da Tapuia não imaginávamos que haveria uma participação de tantos ciclistas, em um total de 33 bikers. Foram 10 bikers na equipe A, 10 bikers na equipe B e 13 bikers na equipe Z.

A viagem a partir do Posto de Emaús se iniciou com apenas 5 minutos de atraso as 5:35 horas, e a pedalada se iniciou com 15 minutos de atraso as 7:30 horas em Sitio Novo, praticamente devido a seção de fotos dos bikers no inicio da pedalada.


Tivemos uma participação especial de 2 bikers profissionais, o Denner Álvares e o Josias Emiliano (Vaca Maga), que tinham o objetivo inicial de pedalar os 60 km da trilha da equipe A e fazer mais 40 km em um total de 100 km em preparação para uma competição de maratona de mountain bike fora do estado.

No trecho inicial como todos estavam com ritmo inicial muito forte, houve um pequeno tombo em uma descida de um ciclista, mas não foi uma queda com maiores conseqüências. Ficando aqui o alerta para que a equipe Z não ultrapasse a velocidade máxima de 15 km/h nas descidas.

Quando ocorreu a separação da equipe Z, as duas equipes A e B, agora com 20 bikers, aumentou um pouco o ritmo. O trecho mais difícil da pedalada com as equipes A e B juntas foi a primeira subida de serra, em um single track muito técnico e com grande inclinação.

Ao vencermos esta serra, paramos no Sitio Tanque das Vacas, onde tivemos que concertar uma corrente da Bike de um integrante que quebrou no final da subida. Superado o problema, iniciamos a subida da serra da tapuia onde a equipe A aumentou o seu ritmo se distanciando da equipe B.

O problema de furos de pneus foi constante para a equipe A, pois esta anda em um ritmo muito forte e em trilhas muito técnicas, o que causou um certo atraso na pedalada desta equipe. Já a equipe B não teve muitos problemas de furos de pneus. Foi aí que a equipe B chegou de novo na equipe A na serra da Tapuia e desceram juntas a serra com os mais afoitos da equipe B, chegando a uma velocidade de 49 km/h . Por sua vez, a equipe Z teve como problemas mecânicos apenas os furos de alguns pneus e a soltura de corrente.


Após a descida, a equipe A retornou ao seu ritmo de pedalada mais forte e separou-se da equipe B, iniciando assim a subida da terceira serra.

A equipe Z, coordenada pelo Demison e com apenas 2 furos de pneus foi marcada por um ritmo de pedalada bastante confortável e, primordialmente, pelo “pedal lazer”, em que seus ciclistas subiram a serra tranquilamente, admirando a mais uma oportunidade de estar junto à natureza, observando vegetação, clima e até mesmo se integrando com os povoados que ali habitam. Com essa tranqüilidade, foi possível esfriar os pés em um riozinho no meio do caminho bem como cantarolar uma música em meio às desafinadas apitadas do amigo Tiago Renovato em plena trilha, tamanha era a animação da galera!!! E foi assim nesse clima de amizade e descontração que todos chegaram juntos ao ponto de encontro, valendo salientar a excelente coordenação do Demison pela atenção e cuidado com toda sua equipe e, sobretudo, o supermercado que era a bolsa do Renato Matos (tido como revelação na equipe pela habilidade fotográfica e disponibilidade em ajudar os outros), já que nela havia uma grande variedade de comidas e bebidas! Ou seja, de fome a equipe Z não morreria jamais!!


A equipe B, coordenada pelo Elmo Andrade, por estar sempre nos calcanhares da equipe A, gerou uma grande e divertida competição, se tornando uma “bagunça organizada” mesmo com as altas velocidades alcançadas nas descidas. Isso fortaleceu ainda mais a integração e a amizade entre os grupos, pois vez por outra a B encostava e ultrapassava a equipe A, o que causava engraçadas piadinhas entre seus integrantes. Outro ponto a salientar é a união que o Elmo fez prevalecer na equipe B, valorizando bastante o clima de solidariedade e diversão entre os bikers.

Na equipe A, coordenada por Max e caracterizada por um ritmo muito forte de pedal, a solidariedade e ajuda mútuas entre os bikers foram marcantes durante todo o percurso. Andando sempre em altas velocidades e em um excelente nível técnico, seus membros demonstraram grande destreza ao superar além de inúmeros furos de pneus, quebras de correntes, etc., os obstáculos e intempéries da serra, em um percurso mais longo do que aquele percorrido pelas demais equipes. Aliás, tais dificuldades chegaram até a surpreender os dois ciclistas profissionais que acompanhavam o grupo, o Denner e o Vaca Magra, que por sua vez também mostraram um ciclismo de alta qualidade e desempenho. Como uma especificidade da serra, o single track final enfrentado pelo grupo, se iniciou no km 50, com 6 km de extensão e muito técnico, com erosões, cascalhos, galhos de árvores e com muitas subidas e descidas bastante fortes.

Chegando a equipe A ao encontro das demais que já a esperavam, foi possível observar dois pontos contraditórios: de um lado, a tristeza do cansaço e da fome dos bikers, e do outro, a alegria de mais uma pedalada de subidas, descidas, quedas, adrenalina, emoção, amizade, solidariedade, piadas, enfim, dos prazeres que só quem pedala sabe quais são.

Para completar o clima bom e a integração entre as equipes em que nessa hora já não importava se era a A, a B ou a Z, nada melhor do que terminar a pedalada em um excelente restaurante à beira da estrada com todos juntos em uma enorme mesa, com gente saindo da dieta e comendo um quilo de comida, outros indo na galinha caipira, outros no bode, outros na buchada ou até mesmo no velho e bom churrasquinho...só não podendo esquecer da bagunça da galera que mesmo cansada deixou um pouquinho de sua alegria naquele belíssimo lugar...sem dúvidas, em breve haverá mais uma visita!


Diante de tal relato, os familiares dos petrobikers têm certeza que seus filhos, esposos e esposas, quando estão fazendo uma trilha com os petrobikers, estão em um ambiente social sadio, de amizade, camaradagem, cortesia, de ajuda mútua e de superação de desafios.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Relato da pedalada de São Jose de Campestre/Japi/Cuité/Frei Martinho/Apertados/Gargalheiras

Caros amigos,

Fizemos neste ultimo fim de semana uma pedalada desafio, com os amigos Henrique Luiz (pai) Luiz Henrique (filho), Elmo Andrade, Max Gadelha e Harry Beute (Holandês), saimos de São José de Campestre, em direção da barragem do Açude de Gargalheira, passando pelo single track de Monte das Gameleiras, em direção a Japi, Cuité, Frei Martinho, pelo single track do Passo dos Apertados e pelo single track (adutora) da Fazenda Acauã ao Gargalheiras.

A trilha foi realmente um grande desafio, puxada pelo ritmo forte do Harry, no 1º dia foram 88 km com muitas subidas e descidas de serras, e ao chegarmos em Japi as 14:00 horas, a cozinheira do único restaurante se recusou a fazer o nosso almoço, houve grande discussão entre o dono do restaurante e a cozinheira que finalmente resolveu fazer o almoço para uma turma de exaustos bikers.

Após o almoço iniciamos a pedalada em direção a Cuité, após uma hora de pedal, ficamos esperando pelo Elmo por mais de meia hora em uma casinha no meio na beira da estrada e nada do Elmo aparecer. A discussão então era que Elmo estava num grande prego, e como fazer para resgatá-lo. A idéia era arranjar um carro ou Moto, e na casa tinha um novíssimo Santana, mas o dono estava com o fêmur quebrado e a pessoa que dirige o carro estava fora. Estão eu decidi que iríamos voltar de bicicleta para resgatar o Elmo, fomos eu e o valente Harry. Encontramos o Elmo num povoado, a 5 km de onde nos estávamos, com dois pneus furados, sem bomba e com o tubo de cola seca. Sorte que ele conseguiu de um nativo uma bomba e um tubo de cola. Concluímos o concerto e retornamos a pedalada. A partir deste ponto o Elmo já não conseguia acompanhar o ritmo da equipe, apresentando câimbras e resolveu abortar a trilha e se dirigiu para Santa Cruz para ser resgatado por Gaby (sua esposa). A trilha finalizou com a escalada da serra do Soldado para chegarmos em Cuité, com 670 m de altitude, onde tive muitas câimbras e tive que empurrar um pequeno trecho, andando com passos bem largos para alongar a musculatura, o que teve bons resultados e retornei a pedalada para concluir a subida da serra do Soldado, me encontrei com o Harry que me esperava já a 5 minutos na entrada da Cidade de Cuité.

Neste 1º dia gastei 3900 calorias e o batimento cardíaco médio (somando pedalada com as paradas) foi de 76% FCM (134 bpm) foram 9 horas de pedal (Contando também os tempos de parada), tentamos controlar o ritmo entre 80% e 85% da FCM e chegamos em Cuité as 17:00 horas. Dormimos na Pousada Brisa da Serra em Cuité e as 7:00 hr da manhã seguinte iniciamos a 2ª etapa da trilha, por um trecho desconhecido e muito desgastante.

O single track para os Apertados foi muito difícil, com grande dificuldade de navegação, mesmo com o GPS, tivemos que empurrar a bike pelo leito de um rio seco, até reencontrar o single track mapeado no GPS.

Este single track foi um dos mais desgastantes que já fizemos, tivemos que escalar uma serra imensa com muitas pedras empurrando as bikes. Um dos maiores problemas que enfrentamos foi furos de pneus, pois quando se está exausto é extremamente desmotivante a parada para reparar os furos de pneus, daí a necessidade de se utilizar pneus tubeless com liquido antifuros. Depois de superarmos a trilha dos Apertados, seguíamos para o Gargalheiras e já com pouca água chegamos no Oasis de fazenda Acauã, onde o proprietário (Sr. Jarbas) nos mostrou como o sertanejo é acolhedor e descansamos e conversamos bastante. O Henrique (Pai) estava desanimado e propôs o resgate de carro, mas o Luis Henrique (filho) falou que iria até o fim da trilha pedalando. Após nos reabastecer com bastante água, enfrentamos o ultimo trecho (12 km) de single track, sendo bastante difícil o seu final, devido a uma pequena escalada de serra bastante íngreme empurrando a bike (seguindo a adutora) mas no seu topo tinha uma tanque de água da adutora, onde nos refrescamos com um banho restaurador com esta água fria.

Agora só restava a descida, também empurrando a bike devido a sua inclinação elevada e com muitas pedras. Finalmente pegamos o estradão que liga a Prainha a Vila do Gargalheiras e concluímos a pedalada as 18:00 horas, e fomos recebidos como heróis na casa da minha mãe (Dona Terezinha) na Vila do Gargalheiras.

Neste 2º dia gastei 3000 calorias e o batimento cardíaco médio (somando pedalada com as paradas) foi de 70% da FCM (123 bpm), e tentamos manter um ritmo mais suave de pedalada, com 75% a 80% da FCM, mas foi a etapa mais desgastante dos dois dias pois foram praticamente 11 horas de pedal (contando também os tempos de paradas).

O desempenho das bicicletas foi o esperado, as Full (Cannondale Scalpel e a Scott Spark ) com amortecedores inteligentes foram soberanas nas subidas e descidas técnicas (com erosão), apresentando excelente tração e estabilidade nas subidas e nas descidas, e principalmente o conforto na pedalada, o que permitiu aos seus bikers manterem um ritmo forte nestes obstáculos.

O desempenho dos bikers foram excelentes, o Harry como sempre Top de Linha e muito resistente. Eu estava muito bem preparado para vencer esta trilha acompanhando o ritmo do Harry, o Elmo Andrade só conseguiu fazer 32% da trilha e desistiu. O Henrique Luiz e o Luiz Henrique apresentaram muita raça para vencer uma trilha com esta dificuldade técnica e física, com certeza eles fazem parte da Equipe A dos Petrobikers.
As fotos estão no arquivo compactado (Cuité/zip) que vocês devem salvar no computador para descompactar.


Um grande abraço a todos.


Max Gadelha

Petrobikers